quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

2007

As pessoas que já leram algum texto meu neste blog (são poucas, eu sei) já perceberam que o espaço tem um certo ar jornalístico. Neste texto, vou fazer algo diferente: falarei do meu lado pessoal. Tentarei descrever como foi 2007 para este que vos escreve.

Desde que me entendo por gente, separo a vida das pessoas (inclusive a minha) em dois aspectos: o pessoal e o “profissional” (o fato de eu ter 17 anos e, devido a isso, ainda não ter uma vida verdadeiramente profissional explica o uso das aspas). Dentro do quadro já explicado, eu fazia um balanço, tentava um equilíbrio e julgava se as pessoas alcançavam o sucesso em suas vidas. Muito raso e racional o pensamento, eu sei. Pois bem, em 2007, meus valores mudaram. E muito.

Passei a compreender a importância de determinadas pessoas, de verdadeiras amizades, de um grande amor, de coisas que muitos classificam como pequenas, como longas conversas com os amigos em bares, festas e churrascos. Enfim, tudo isso me proporcionou muita felicidade. Era uma felicidade plena, completamente diferente de tudo que já tinha me acontecido. Algo tão forte a ponto de eu agradecer por estar vivendo.

2007 foi o ano em que eu comecei a entrar na vida adulta. Quem não me conhece certamente está pensando que eu adquiri boa dose de responsabilidade, tive um desempenho escolar excelente, já comecei a me preocupar com faculdades e profissões, certo? Ledo engano. 2007 foi um ano de irresponsabilidade em demasia. As noites e madrugadas ao lado dos amigos e da bebida foram divertidíssimas. Não que beber e se divertir traga uma idéia de irresponsabilidade, mas tive que pagar um preço por tudo isso, ou seja, foram inúmeros atrasos e faltas na escola. E isso, embora alguns não entendam, conta muito para um jovem de 16, 17 anos, afinal, dá uma sensação de poder incrível, além de proporcionar um estado de espírito inigualável. Foram dezenas de histórias divertidas ao longo do ano por conta desses momentos. Confesso, entretanto, que em alguns momentos estive entre a onipotência e a vulnerabilidade.

Também foi um bom ano em relação às mulheres. Me envolvi emocionalmente com umas duas e tive experiências com os diferentes sentimentos que esse bicho de sete cabeças chamado amor proporciona. Como diria Carlos Drummond de Andrade, o amor me fez enlouquecer aquele pouquinho necessário para fazer a vida parar e, de repente, parecer que tudo faz sentido. Ri, chorei (de alegria e de tristeza), acertei, errei, sonhei, tive ilusões e desilusões. Em outras palavras: me apaixonei. Fora isso, algumas outras não tão importantes me deixaram ainda mais experiente.

Já falei algumas vezes neste texto de desempenho escolar. Contudo, não falei do meu. Não, não tive grande êxito na escola. Ter um grande ano na vida pessoal e na vida escolar seria muito para mim, eu não mereço tanto. Eu diria que meu desempenho foi satisfatório. Cumpri a minha parte dentro do que me predispus a fazer. Passei de ano com uma facilidade que muitos não imaginavam.

2007 foi um ano especial. Nada mais justo do que agradecer todas as pessoas que fizeram o meu ano tão incrível.

Hélio (pai e provedor de todas as minhas loucuras), Vitinho, Léo, Nando, Betinho, Fernanda, Duda, Aninha, Isabella Parames, Isabella Bastos, Karina, Paulo, Topein, Rennan, Biro, Kauê, Barros, Marques, Negão, Gustavo, Rose, Zé, Moraes (obrigado por aquele gol na final do Paulistão!), Zé Roberto (nunca esquecerei suas belas jogadas e seus gols) e Josué, só tenho que manifestar minha gratidão por tudo. Muito obrigado.

2007 deixará saudades, mas 2008 está aí. Com novas descobertas e novas experiências incríveis.

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